20 curiosidades divertidas sobre literatura.

1. Virginia Woolf, Goethe e Hemingway tinham o hábito de escre-ver em pé.

    Alguns escritores acreditam que sua criatividade flui melhor em pé. Outros escritores que escreviam em pé incluem Winston Churchill, Charles Dickens. Eles usavam inclusive uma escrivaninha alta,  fabricada para se escrever em pé (fabricada até hoje, para computadores).


2.  Agatha Christie é a escritora mais traduzida em todo o mundo, com 6.598 traduções de seus contos, romances e peças teatrais. 

3. O poeta Carlos Drummond de Andrade bancou completamente a publicação de seu primeiro livro, imprimindo 500 exemplares.

4. Um ano antes de Cervantes escrever a continuação de Dom Quixote, um tal de Avellaneda teria escrito uma continuação alternativa, que ficou pouco conhecida.

   Crê-se que proteger seus personagens dessa continuação clandestina foi o verdadeiro motivo de Cervantes escrever uma segunda parte de Dom Quixote.

5. O livro "Os Tambores de São Luís", de Josué Montello, possui uma quantidade incrível de personagens. 

  O autor buscou descrever as complicações que acontecem em uma cidade, criando 400 personagens, entre padres, escravos, estudantes, raparigas, etc.

6.  O personagem Inspetor Maigret. criado pelo escritor belga Georges Simenon, protagoniza nada menos de que 84 livros do escritor

   Georges Simenon escreveu a quantia incrível de 425 durante sua carreira. Alguns dizem que ele chegou a escrever cerca de 1 livro por dia no auge de sua carreira.

7. O Brasileiro José Carlos Inoue detém o recorde mundial de mais livros escritos, com estonteantes 1086 romances.

 Ele usou 39 pseudônimos, por exigência das editoras. Visite o site desse escritor. Acessar aqui.

8. Antes do século X a leitura silenciosa não era muito comum.

   Os leitores recitavam o que liam. Mudanças culturais, como a exigência de silêncio em vários lugares, como bibliotecas, popularizaram a leitura com a mente, passando a ser valorizada como uma leitura mais meditativa.

9. No prefácio do livro Poesias Completas, de Machado de Assis, os editores cometeram o ridículo erro de trocar a frase "lhe cegara o juízo" por "lhe cagara o juízo."

    O pior é que nesse prefácio o escritor explica por quê não quis publicar um prefácio escrito por um amigo falecido que, na visão do escritor, superestimava a sua obra.
   A solução foi sobrescrever à mão a letra errada em cada exemplar, por meio de um verdadeiro mutirão, do qual participou o próprio escritor. Alguns poucos impressos não foram corrigidos e valem uma fortuna atualmente.

10. A caligrafia de Machado de Assis era horrível.

Manuscrito original de "O Almada", de Machado de Assis, disponibilizado pela Academia Brasileira de Letras.

11. Machado de Assis descreveu, em seu livro Anjo Rafael, o transtorno Folie à deux (loucura a dois em francês), antes mesmo da doença ser descoberta. 

  O transtorno, descoberto em 1877, é uma psicose compartilha por duas pessoas, geralmente próximas em parentesco, mas que desaparece na segunda pessoa ao ser afastada de seu contagiador. Na história de Machado de Assis, publicada em 1869, descreve uma filha que se contagia pela loucura do pai, após ela ser afastada para outra cidade, após a morte do pai, os sintomas desaparecem.

12. A mulher que seria a esposa do escritor brasileiro Guimarães Rosa, Aracy Guimarães Rosa, falsificava documentos para salvar judeus durante a segunda guerra.

    Na época, Guimarães Rosa era diplomata na Alemanha e crê-se que ele não só sabia o que Aracy fazia, como também a ajudava.

13. José de Alencar era contra a abolição da escravatura.

    Cartas de Alencar à Dom Pedro II, escritas entre 1867 e 1868, parecem apoiar a escravidão. Visto que José de Alencar retratava a escravidão de forma  até denunciatória em muitos de seus romances e contos, não parece fazer sentido que José de Alencar fosse a favor da escravidão. Suas cartas a Dom Pedro II parecem alertar sobre as consequências sociais de uma abolição mal feita e mal planejada.

14. Mary Shelley, escritora de Frankeinstein, contou que sua inspiração para o monstro veio de um
pesadelo.

15. A casa do escritor brasileiro João Antônio Ferreira Filho pegou fogo junto com o único manuscrito de sua obra e ele, obstinadamente, escreveu tudo denovo. 

   Ele reescreveu tudo do zero e tornou esse livro, "Malagueta, Perus e Bacanaço", de 1963,  um clássico.

16. Há muito mais filmes baseados em livros do que imaginamos.

   Alguns livros adaptados para o cinema permanecem esquecido, dado ao sucesso (ou insucesso) do filme. Duro de Matar (Die Hard) é uma adaptação do livro Nothing Last Forever, do escritor estadunidense Roderick Thorp. O clássico Tubarão (Jaws) também é uma adaptação de Jaws, de Peter Benchley. O Exorcista, Se Meu Fusca Falasse, Uma Babá Quase Perfeita, Operação Cupido e Cidade de Deus, são outros exemplos.

17. J.R.R Tokien criou todo o intrincado universo da Terra Média a partir de uma única frase, escrita à esmo.

   Tokien estava corrigindo provas quando escreveu uma frase despretensiosa em uma parte em branco de um papel: "Numa toca no chão vivia um Hobbit." O início da famosa e enorme história de fantasia que conhecemos hoje: "O senhor dos Anéis."


18. Olavo Bilac foi o primeiro de todos os "rachadores" do Brasil. 


   Olavo Bilac pegou o volante do carro de José Patrocínio, jornalista da época. Na época, automóveis eram a mais recente novidade no Brasil e pouquíssimos possuíam veículos. A convite do jornalista, Olavo Bilac sentou no banco do motorista, e é óbvio que não tinha carteira para dirigir uma novidade daquelas, isso nem existia à propósito. Bilac fez uma curva "no maior pau", 4 km/h, e deu de cara em uma árvore. Ninguém se feriu mas o carro passou dessa para melhor.

19. Olavo Bilac foi desafiado para um duelo de espadas em pleno século XIX. E ganhou!

  A saída de Olavo Bilac do jornal "A Rua" irritou o jornalista João Carlos Pardal Mallet, que o desafiou para um duelo. Com a polícia de olho, o duelo teve que ser adiado duas vezes. No dia 24 de Setembro de 1889, Mallet e Bilac se enfrentam com espadas. O duelo durou apenas 4 segundos com Mallet sendo ferido de leve na barriga.

20. Júlio Verne previu inúmeras máquinas e aparelhos, bem como locais, que surgiriam décadas depois de seu tempo.

    Nos livros "Da Terra a Lua" e "Ao Redor da Lua", Julio Verne descreve as coordenadas geográficas ideais para o lançamento do primeiro veículo espacial. Essas coordenadas, no Cabo Canaveral, são utilizadas pela NASA, que confirmou ser o melhor local para lançamentos. No livro "Paris do século XX", Verne descreve uma Paris com automóveis, monotrilhos e fax. Em suas obras diversas de ficção, o visionário Júlio Verne também prevê a Co0municação por vídeo, o submarino, a arma de choque, bomba-atômica, e muitas outras "bugigangas" que seriam inventadas décadas depois.



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